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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Anseios pela Justiça.

Estamos mergulhados nessa jornada tão longa e até um pouco árdua em busca de ferramentas que possam alicerçar-nos nesse patamar enigmático cujo adentramos e nos mantemos, desconhecendo-o.

Vivemos nesse campo como membros de uma sociedade tão versátil, supostamente tutelados por normas jurídicas, sociais, políticas, culturais, entre outras que se distanciam cada vez mais de nós no âmbito da prática efetiva e tornam-se meras utopias no mundo fático, fazendo com que estejamos sempre ávidos pelo ideal de justiça, sem ao menos nos conscientizarmos do seu verdadeiro conteúdo.

Estamos nessa sociedade onde, a medida que as nossas garantias são cerceadas ou mesmo infringidas, dirigimo-nos à algum órgão ou instituição pública ou privada com competências próprias cujo muitas vezes desconhecemos suas raízes, para que esse órgão ou instituição coloque o conteúdo da justiça ou simplesmente justiça, de forma a colmatar lacunas ou mesmo amenizar as feridas humanas diante de casos concretos.

Mas afinal, o que é a justiça?

Será a justiça a aplicação fria das leis aos casos de lesão ou ameaça de lesão ao direito com que nos deparamos?
Será a justiça simplesmente o embate aos percalços do cotidiano?
Será a dita justiça algo idôneo a ensejar a pratica do justo?
Será a justiça mesmo justa para julgar o que é justo?

Presumo que estejamos muito longe do patamar almejado pela justiça justa, pois seu conteúdo é algo que nasce dentro de nós, flui e se impacta em nós mesmos sem sentirmos a necessidade de nos recorrermos à uma dita justiça para sentirmos a sua presença.
A justiça é o sangue que flui nas nossas veias e que alicerça-nos como seres humanos, pois sem ele, perdemos a nossa estrutura humana.
A justiça é o conteúdo inato do justo e não conceitos paradoxais que se sobrepõem a ela.
A justiça é o conjunto das ondas que forma o mar e lhe dão a essência de ser o que é;
A justiça é a base natural de todo o ser humano e não a cúpula sintética estipulada aos mesmos.
A justiça é a justiça justa em si mesma, sem necessidade de haver uma dita justiça injusta para dizer que faz justiça e que tem legitimidade para isso.
A justiça é o fundamento de todo e qualquer ordenamento jurídico social e cultural e não instrumento para se vincular à utopias, pois ela é a vivência da essência do justo congênito e não uma maratona intensa em busca da opaca justiça.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Melancolias.


Cheguei em casa presumindo ter adentrado meu aconchego e pensei que podia nele partilhar minhas emoções com quem lá estava. Imensas expectativas fluíam em minha mente e corpo, não obstante, cheguei e deparei-me paradoxalmente dilacerado.
                                    
Cheguei por chegar pensando ter chegado para chegar, e cheguei mesmo a presumir ter chegado no lugar almejado.
Todavia, cheguei e percebi que não era a hora de chegar.

Acabei por simplesmente chegar, e a minha chegada não ter sido impactada. Cheguei e percebi o quanto se abundava a melancolia, chegando em mim da forma mais violenta e astuciosa. Cheguei e percebi que havia chegado tão vulnerável sem precauções de chegar;

Chegando eu nesse mar ardente cujo sem consciência cheguei, constatei que fiquei a mercê da chegada e entreguei-me inconscientemente para banirem o meu estrelar.
Cheguei, e já quando desacreditado, senti o despertar dos meus olhos e bradei veementemente, chega de chegar aonde não quero chegar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A imensidão enigmática ao olhar estupefato.

Alguém lá em cima chamou-me e começou a falar comigo sem se utilizar do mecanismo da fala para se comunicar. Falou de um jeito antes desconhecido por mim e tentava fazer com que eu me conscientizasse acerca da minha responsabilidade dentro do universo em que me encontro.
Refleti um pouco e tentei enxergar a essência daquilo que me era dito com aquelas falas enigmáticas e comecei a sentir alguma coisa a induzir-me a flutuar, dilatando a minha mente e soterrando meu corpo, vinculando-o ao nada e elevando minha mente ao todo enigmático diante dos meus olhos.
Alguém começou a balançar minha mente e nem sabia o que poderia me acontecer naquele momento, pois era simplesmente um conjunto esotérico num só pote, cujo nele via minha face ou ao menos o que o mesmo deixava transparecer ser eu com os reflexos impostos. 
Sem querer, percebi que o que estava colocado aos meus olhos não era o que realmente provia de mim, pois sentia-me algo imenso e os reflexos eram banais sem ter qualquer tipo de impacto nem ao menos que me possibilitasse quebrar a tela que vendava a minha existência e fazia com que eu desconhecesse as profundezas colocadas debaixo dos meus pés, pelo que não os tinha e algo cujo nem sei o que é, não me deixava sentí-los, mesmo que fosse por utopia. 
Súplicas consumia-me por dentro e fora, uma vez que discrepâncias faziam-me sofrer impactos, levando-me a devorar meus alicerces cujo nem mesmo sentia, no intuito de que eu me dispersasse do mesmo e me banisse por completo sem ao menos me conscientizar disso.
Nessa supérflua maresia, surgiu uma coberta aos meus anseios e enveredou-me por uma faixa acanhada cujo nem sei se me coube ou não, mas simplesmente me dei conta que estava a começar a sentir algo além da minha mente. Meus pés começaram a se fazer sentir e percebi que eles tocavam numa base antes desconhecida por mim. Perguntei quem ou o que era aquilo, e o mesmo sem vozes me respondeu ser o solo, algo que resplandecia minhas raízes e me fazia erguer como ser que antes não tinha a consciência de o ser, mas que sempre fui, sou, e sempre serei.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As brisas do teu olhar.

Naveguei nesse infinito horizonte opaco, percorri imensas gradações pelas escalas da vida, flutuei no ímpeto do mais profundo magnetismo, sobrepus aos percalços melancólicos do desassossego, nesse vai e vem como as ondas do mar.

Fui por aí a tua procura sem coordenadas, quando a brisa tocou-me no rosto e se transbordou em mim, deixando-me nessa pungência imensa que me fez suplicar por um silêncio da parte dela para que eu pudesse me expor. Ela vem até mim e chama-me para com ela passear. Ouço discrepâncias que tentam me persuadir, dizendo que ela quer me comunicar algo cujo cabe a mim desvendar.

Tentei dizer algo para ver se ela ali estava, mas a única resposta que obtive foi o silêncio que me consumia cada vez mais e fazia com que eu me debulhasse em prantos, pois havia certo paradoxo no seu eu com o que estava a ser externado, se infiltrando em mim como mar de lágrimas onde quase me imergi, e meus olhos se mantinham fechados diante desse enigma.

Porquê isso? Se o que almejas é me ver soterrado, nem precisas mais te esforçar, pois se existe algo similar ao poço, encontro -me debaixo do mesmo.

Se o que almejas é me dilacerar lentamente, podes te vangloriar, pois o meu eu se perdeu e se feriu por completo e nem ao menos sei se o sou ou se apenas nele creio olhando para as cicatrizes.

Se o que almejas é fazer de mim algo vil com esse vago deixado em mim, lembre que um dia existi ou ao menos fui algo inerente à tal conceito, mas no primeiro segundo da tua partida, perdi tal alicerce.

Se o que almejas é me suprir com o teu ser, se apresse, pois podes chegar e eu cá não mais estar.
Corra até mim e se transpareça, acabe com esse enigma que te distancia cada vez mais de mim e me faz perder dentro de mim sem ao menos te encontrar na caverna do meu ser.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Os enigmas do ser humano.

A orla com que nos deparamos nos coloca em certas predisposições, o que nos faz ficar cada vez mais suscetíveis a nos obscurecer mediante o impacto tido com as penúrias que nos são impostas independentemente de termos ou não questionamentos para tal, visto que, mesmo a nossa essência, continua sendo algo utópico, como lacunas suscetíveis de serem supridas ou não de acordo com o nosso desvendar diante de ocasiões que nos proporcionem isso. O ser humano já nasce predisposto a seguir certos preceitos hipoteticamente impostos desde o seu ambiente familiar até ao amplo societário, o que lhe coloca no patamar de ponderação de seus preceitos inatos em função dos que lhe são impostos, de forma que o mesmo possa se enveredar, baseando nos paradigmas providos de sí vinculado a certos conceitos sobejamente colocados diante do mesmo.
Por muitas vezes ouvi alegações de que o homem se encontrasse dentro de uma caverna, cabendo ao mesmo encontrar a sua luz mediante seus atos, não obstante, o que acontece é que existe a caverna dentro de nós e o nosso Eu dentro dela suplicando a saída, o que nos coloca sempre em confronto conosco sem ao menos nos conscientizarmos do foco dessa submersão do nosso Eu com vários outros cujo desconhecemos a existência.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A essência do caminhar.

O ontem é uma semente lançada sobre a terra
Uma semente predisposta no ermo do hoje
Semente essa que se desabrocha com o tempo
E com o tempo busca sua fertilidade
Na terra fértil a a semente se revela ávida
Diante do vínculo tido com o solo ensolarado

Desse vínculo provém o hoje
O hoje tão vasto e vago em si
Nos cedendo intervenções ágeis
De forma a darmos algum complemento
Para que a terra fértil se torne sorridente
E esse sorriso se comunique com o nosso

O sorriso da terra nos faz erguer
Nos alimenta e estrutura o nosso corpo físico
Indo pelas veredas de algo relevante
Tendo como alvo o amanhã
De forma a tê-lo como alvo
Com o alimento da terra nos mantermos vivos.

Estou andando por ai nessa longa estrada
Caminhando sem ao menos saber o porquê
Caminhando, caminhando sem nada perceber
Indo em frente sem me limitar diante das barreiras
Tropeçando no caminho, sem, contudo, desistir
Buscando diante dela as razões do fracasso
Me erguendo diante da queda cada vez mais forte
Pois estou aqui superando meus medos
Desvendando em mim coisas antes desconhecidas
Nessa orla transparente e enigmática

Sou eu nessa caverna cujo nem sei como cá cheguei
Estou cá sem perceber meus olhos
Não sei se ainda os tenho
Ou se não se revelam nesse lugar sombrio
Eu os sinto mas não os consigo usar
Como algo fértil diante do solo fútil
Gritam pelo vácuo cada vez mais subtil

Estou imerso nesse vácuo imenso
Entrando cada vez mais no descontento
Descontento esse que me faz sentir banal
Deixando cair cada vez o meu astral
Me colocando nessa orla fatal

Ouço uma voz me dizendo emergir
Conheço tal palavra mas não a consigo seguir
Meus sentidos se mantêm inertes
Só me resta a audição
Me deixando nesse naufrágio.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As veredas do Senhor

O senhor fez a terra e o mar
Algo cujo não podemos nos equiparar
Fez o homem para neles se desvendar e flutuar
Como algo submerso e soterrado

Cabendo ao mesmo buscar a luz no obscuro
Seguindo as veredas do altíssimo
Em virtude dos seus conceitos intrínsecos

Buscando sempre se inteirar
Sofrendo relevantes inquietações
Mediante impactos tidos no interligar
Lhe cedendo ocasiões profícuas

Conciliando-as com seu Ego profundo
Dando abertura ao seu olhar desnudo
Fazendo com que o mesmo se revele ávido

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A essência do ser humano

Somos todos seres humanos, mas não vivemos de acordo com os conceitos da palavra humano em si.
Não sei o porquê de se fazer sentir a existência, tentando sempre provar que é paradigmático diante dos outros;
Não sei o porquê de nos debruçarmos a vida tentando preencher o mundo ou mesmo tê-lo ao nosso redor e esquecemos de nos preencher a nós mesmos;
Não sei o porquê de agirmos como se o mérito fosse o propulsor das ações e não nos apercebemos que é a consequência dos atos relevantes em prol de algo;
Não sei o porquê de fazer com que as pessoas se submetam a nós para que nos sintamos úteis e com deferência;
Não sei o porquê de almejarmos passos enormes sem ao menos saber se estamos aptos para tal;
Não sei o porquê de nos manter inertes deparando com certos erros e não dedicamos um pouco do tempo ou espaço para buscar os aspetos inerentes ao mesmo;
Não sei o porquê da nossa essência não condizer o mínimo com os impactos tidos no nosso transcurso;
A nossa trajetória nos mostra que a virtude da razão se conquista, não com a imposição da mesma, mas sim com o agir altruísta sem imposições nem submissões;

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Minha avidez obscura

Hoje quando acordei algo me transpareceu que não estava sozinho e sem saber de nada, comecei a sentir uma força imensa provinda de mim e ao mesmo tempo, uma voz potente tentando me dizer o quanto sou relevante e os propósitos aos quais me destino. Embora não soubesse de onde vinha tal rumor nem ao menos quem o havia dito, me declinei perante algo cujo com sua voz me passou os trajetos pelos quais devia seguir em busca dos preceitos inerente a mim de forma que pudesse suprir a minha avidez.
 Estórias, estórias, estórias; já me deparei com tantas e nunca me imaginei adentrá-las como algo intrínseco, podendo com as minhas ações, dar um rumo diferente para elas.  Estou nessa estória cujo nem sei de onde surgiu, me transparecendo simplesmente ter saído de papéis e se tornado fatos inerentes ao meu cotidiano. Não sei como aqui cheguei, nem como ei de vivenciar isto, mas caso eu opte por me manter coeso com elas sei que as terei como meu alicerce nesse transcurso tão mero pelo qual nem ao menos consigo discernir.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O retrospecto durante o percurso

Num belo dia me enquadrei num lar onde tinha pessoas dignas que tentavam sempre me mostrar o foco da vida, me ensinando certos princípios com base nos ideais providos do entrelace dos mesmos para que com eles seguisse em diante e me descobrisse.  Muitas vezes não me apercebi do quanto estava me dispersando com os meus atos particulares sem ao menos me importar com o impacto que isso teria em relação as pessoas ao meu redor.
Já ouvi falar muitas vezes que a distancia muitas se encarrega de fazer com que a gente tenha o retrospecto da nossa trajetória, nos obrigando a ponderar os patamares alcançados, sejam eles com ou sem méritos, de forma que possamos ter uma visão mais ampla em relação  a qualquer espaço que por opção ou mesmo situação deixamos de preencher ou que tenhamos preenchido com algo que não lhe era mais profícuo.
Tempo, tempo, não sei quem te inventou nem ao menos sei te conceituar, mas sei simplesmente que és algo inerente a preencher vagos, esvaziar espaços repletos de coisas banais e passar uma lupa nos erros, montando uma base estrutural caso nos sintamos aptos para tal.
Nessa via cujo acepção desconhecemos, trilhamos sempre caminhos em busca do auge, sendo que muitas vezes a nossa hipocrisia faz com que não nos apercebamos que o que antes era o alvo se torna como ferramenta em direção a algo que utopicamente formulamos, muitas vezes suprimindo espaço de pessoas com as quais nos encontramos interligados pelo que a medida que conquistamos algum patamar, nos sentimos que mais e mais nos esvaziamos em outros aspectos e nos mantemos inertes pelo que o nosso Ego nos mantém nessa alienação interior fazendo com que tenhamos a necessidade de conquista de algo inexistente ou mesmo alheio e esqueçamos dos conteúdos inatos, agindo em detrimento dos mesmos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quem sou eu

Sou uma larva que um dia quis ser algo sideral;
Não sei se sou algo ou simplesmente conceituo o ser;
Sou o fruto provido do entrelace de algo relevante;
Sou o patamar alcançado tido como base estrutural;
Sou o que sou sem mesmo saber definir o meu Eu;
Sou um complexo banal que dispersos se desvendam férteis;
Sou um lago onde se afoga pelo desconhecimento da profundidade;
Sou o raciocinar isento do objeto do pensar;
Sou o conjunto de ideais incoerentes;
Sou as alterações constantes que fazem meu Eu se sentir na penúria;
Sou nada mais do que um poço sem água;
Sou algo que um dia se foi e não quis mais voltar;
Sou a chama que eleva as brasas, fazendo com que o fogo se desvende potente diante da profundidade das águas do mar;
Sou a fertilidade provida de algum fato social que desconheço.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Desculpas

Me desculpe por ser esse alguém inconsequente;
Me desculpe não ter te reconhecido onde realmente estavas;
Me desculpe tentar de enquadrar no perfil formulado por mim;
Me desculpe se quebrei o elo de ligação entre a gente;
Me desculpe por ser algo fútil tentando me desvendar em ti;
Me desculpe se um dia fui algo inerente ao teu conceito de amar;
Me desculpe por ter te direcionado pelo atalho pensando que seria mais perto;
Me desculpe por ser essa terra fértil a espera de sementes;
Me desculpe por partilhar contigo os meus conceitos inatos;
Me desculpe por ter demorado tanto a sentir as pernas no chão;
Me desculpe não ter outro jeito para te dizer o que sinto além de palavras e ações;
Me desculpe ter causado detrimentos ao teu coração;
Me desculpe se dei passos sem saber o quanto minhas pernas suportavam;
Me desculpe por estar pedindo desculpas e não ter sido apto a evita-las.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pedras no caminho

Não sei porquê, mas estou trafegando nessa estrada sem saber aonde chegar nem o que me espera no percurso. Algo que desconheço projeta sua luz em mim e me guia sem me conceder coordenadas pelas quais devo seguir; sigo suas luzes sem saber o que vem pela frente, procurando absorver as energias projetadas em mim para que eu possa estar apto a desvendar os atalhos e fazer o que está ao alcance para me erguer diante de pedras com que me deparo no caminho.
Caminhar por caminhar sei que não estou, pois sei que os obstáculos foram colocados no meu percurso para que eu possa discernir o que me compete fazer diante deles.
Cabe a mim diante dos mesmos, optar por tê-los como limite ou  como um patamar a ser superado, visto que, optando por traça-los como patamar a ser ultrapassado, farei com que as barreiras se tornem diante dos meus olhos como ponte que me levam ao alvo

quinta-feira, 17 de março de 2011

As regras de bem viver em prol do bem comum

Se você está diante de situações paradoxais; pondere-as em função do bem comum sem detrimento a ti.
Se o que tens não é suficiente para suprir as necessidades; não almeje a subtração alheia.
Se estás numa situação difícil sem ânimo de seguir em frente; lembre-se: tas a sentir o poço mas tem quem esteja debaixo do mesmo enfrentando a vida com sorriso no rosto.
Se queres desistir por causa da primeira pedraque encontraste pelo caminho; coloque na cabeça: não és digno de estar nessa batalha, pelo que o mérito do homem consiste em tornar as barreiras em vínculo ao alvo.
Se a tua casa é uma terra fértil onde você só ta colhendo frutos amargos; não te desesperes, apenas lance novas sementes.
Se podes colaborar para corrigir ou aprimorar algo que alguem esteja fazendo; não diga que sabes fazer melhor, mas sim o faça com humildade.
Se caíres durante a trajetória; não lamente, mas sim aprenda com ela.
Se és extremamente polivalente; não subestime os outros, mas sim faça com que percebam os teus feitos em função da tua conduta e tenham a ti como espelho.
Se não gostaste do que lêste achando banal; não critique simplesmente, mas dá o teu contributo para que eu possa aprimorar.

As ações fúteis com impactos relevantes

Fazemos parte de uma sociedade teoricamente democrática, onde temos hipoteticamente o pleno domínio do nosso pensamento em função do nosso agir mas com exceções no que concerne a exteriorização do nosso potencial, o que acontece com base na ideologia que é projetada perante a sociedade como regras do bem agir em direção ao alvo que é a verdade e a justiça, o que acarreta a plena ou parcial alienação do nosso agir em função dos outros pelo que levamos as projeções do orgão ou pessoa em particular com capacidade e liberdade concedida por nós mesmos sem a plena conscientização como se fossem as nossas, em detrimento da interligação da função do nosso agir e sua influência na sociedade, atos esses inerentes a nós, que se tornam cada vez mais obscuros aos nossos olhos.
A medida que vamos agindo sem o mero discernimento, das pequenas intervenções feitas por nós, suscitam impactos relevantes em amplos aspectos, o que faz com que a gente depois de ter dado o nosso contributo, diante das consequências providas da nossa influência em função das outras, comece a descartar esse impacto alienador e ideológico perante nós mesmos, nos mantendo inertes, sem dar o ponto de partida em busca de exteriorizar os feitos providos de nós de forma a dar o nosso contributo no aprimorar dos nossos conteúdos enquanto seres humanos no entrelace com a sociedade.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Meu Eu mutilado por um Eu que desconheço

Fui lançado sem pretexto algum, semeado numa terra fértil que na sua potência busquei minhas forças, onde aguardei durante uma longa temporada para estar apto a romper as barreiras que me impediam a passagem.
Vivo tentando desvendar quem sou e quais as ações providas de mim para que só assim possa me conhecer a mim mesmo e projetar o meu ser diante dos outros. A medida que tento exteriorizar as minhas ações, algo me impede como se vários Eus tentassem orientar o meu, acarretando detrimentos a mim próprio.
Não obstante o meu Eu diante dessas circunstâncias paradoxais muitas vezes se mantem inérte deixando que os outros trilhem o percurso cujo devo seguir, sendo que nessa trajetória, pelo fato de vivermos numa sociedade tão perversa, o meu Eu se torna cada vez mais obscuro, o que faz com que eu esteja situado num padrão de necessidade de agir com convicção e aptidão, visto que é algo que depende peculiarmente de mim para descartar esse mundo tão banal com o qual me encontro interligado e me direcionar ao alvo, tendo como base a liberdade baseada no entrelace entre pensar e agir racionalmente, deixando para trás esse conflito de não Eu interligados entre sí, buscando no meio deles a minha verdadeira identidade de forma a projeta-la com extrema relevância no almejo da livre e plena participação do meu pensar com o meu agir sem nenhuma interferência desse conjunto paradoxal de Eu postiço.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os paradoxos da sociedade moderna

Vivemos numa sociedade plenamente perversa, onde passa-se por cima de tudo e de todos com vista ao alcance almejado, tendo como alvo, trilhar caminhos em direção aos méritos peculiarmente pessoais em detrimento alheio para que possamos ter um padrão estável e superior em relação aos outros e que a nossa imagem possa ser reconhecida, hipoteticamente como relevante.
No que corcerne ao convívio social, com a evolução da nossa sociedade, deparamos cada dia com mais destaque, a dificuldade de se entender a mente humana pelo que esta sendo como algo que se manifesta como reacção ao meio com o qual se encontra estritamente ligado, o que faz com que tenha evolução ou retrocesso de acordo com certas circunstâncias banais.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A vida

A vida é um universo de construções sistemáticas, e para que possamos adentra-la, desvenda-la e vivê-la, é necessário que nos permitamos sempre viajar para dentro de nós mesmos, mergulhando nas pirâmides recônditas do nosso eu para que possamos nos deslumbrar com a complexidade e a essência radiante da nossa existência. 
A vida é algo paradoxal que nos incita a desvendar os conteúdos de certas circunstâncias peculiares para que possamos tê-las como base no transcurso ao alvo;
A vida é um teatro, temos que viver cada cena no aqui-agora, para que quando o mesmo terminar, possamos olhar para trás e ter as experiências adquiridas como espelho as futuras ações;
A vida é um campo abstrato e fértil com amplos patamares a serem desvendados de forma que possamos lançar sementes certas em locais certos e colher os frutos providos das mesmas;
A vida é um livro em branco concedido a alguém com instrumentos capazes de preenchê-lo, não obstante o relevante é saber o ponto de partida em direcção ao almejo;
A vida é um conjunto de imagens aos olhos de um cego, ele pode pedir que alguém as descreva ou simplesmente se manter inerte com a sua plena ignorância;
A vida é um filme que se coloca para reproduzir, mas não cabe a nós colocar pausa ou mesmo retroceder, pelo que temos que caminhar em paralelo e ter pleno discernimento do mesmo;
A vida é como aparelho de son que temos em casa, a medida que aumentamos o volume em prol do nosso divertimento, o vizinho se incomoda;
A vida é uma banda desenhada, temos que estabelecer uma sequência lógica e coerente nos nossos atos;
A vida é como um balão que soltamos ao ar, muita gente está de olho e a qualquer momento pode cair ou mesmo ser destruído;
A vida é algo banal e pleno em sí pelo que temos que viver almejando méritos sem causar detrimentos a terceiros;

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A solidão repercutida perante a multidão

O ser humano foi, é, e sempre será um vazio que passa por diversos patamares a espera que um dia lhe preencham com algo, sendo que a parte que lhe preenche, influencia e é influenciada pelo vazio preenchido de forma que as mesmas se entrelacem, buscando os aspectos similares com a outra para que possa se identificar, e ambas consigam caminhar como se fossem uma.
Não obstante, acontece que o homem impõe a sí próprio, questões versáteis de forma que o mesmo possa buscar soluções para as mesmas, conciliando os viéis providos de sí, em função do momento e da situação, pelo que o mesmo de acordo com sua experiência, projeta a mesma baseada na evolução do meio no qual se insere, dando algo de sí para os outros sem fazer com que perca nada, pelo que a medida que dispõe aos outros, mais ampla se torna a sua aptidão para oferecer tanto a si como aos mesmos.

A felicidade como algo inato

Muitos idealizam a felicidade como algo que desabrocha perante certas circunstâncias peculiares em que nos encontramos estáveis tanto materialmente como emocionalmente, muito pelo contrário, ela é algo inato que se exterioriza mediante  o desvendar do nosso Ego, de forma a conciliarmos as nossas emoçoes almejando a razão para que em virtude disso possamos agir em prol da lógica racional, baseada no auxílio perante o conflito existente entre o Id e o Superego.
No nosso percurso, sempre deparamos com sobressaltos que nos fazem sentir inertes  e com isso deixamos que a ocasião se apodere de nós e projete as suas consequências como se fosse as providas de nós em nosso detrimento.
O ser humano como algo de valor absoluto, independentemente de ocasiões que tentem impossibilitar-nos de prosseguir com algo, deve estar sempre apto de forma a idealizar as barreiras como ponto de partida ao alvo em função dos almejos e da virtude, tendo a conscientização digna e profícua como extrutura polivalente.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Os limites providos de um sorriso perdido enquanto criança

Tudo começa no ser criança que as vezes nos tiram a razão de sorrir, o que nos impõe limites na nossa vida adulta e na busca incansável do verdadeiro Eu.
A fase infaltil é composta por uma vasta área de partilha de conhecimentos em que a criança desfruta dos seus prazeres e emoções na tentativa de satisfazer o seu Ego, sempre sofrendo influências do meio no qual se encontra inserida.
A pessoa é a entidade titular de direitos e obrigações que começa desde o nascimento com a vida e só termina com a morte. Ela desde que nasce, tem a necessidade de suprir fatos concretos para justificar as expectativas que lhe são sugeridas.
Nessa fase, a conduta do adulto é posta como espelho aos olhos do ser pelo simples fato do mesmo não possuir o arbítrio de se guiar pelas providas de sí.
Ao londo do percurso, o adulto vai depositando sementes na criança para que em função disso, ela possa desvendar os seus anseios, projetando os ensinamentos providos da ascendência, em busca de exteriorizar os seus feitos.

sábado, 21 de agosto de 2010

O relevante aspecto psicológico em prol da existência humana

Desde sempre, o ser humano se via como algo desprovido de conhecimentos pelo fato de não possuir meios suficientes para procurar encontrar-se a sí e se identificar com os demais, de forma a suster as suas curiosidades e entender os dogmas que se escondem dentro de sí. Tinha sempre necessidade de revelar a sua personalidade e buscar a acepção das suas emoções de acordo com a sua interligação e partilha de conhecimentos com os demais. Assim, com andar do tempo ele foi se deparando com certos sobresaltos como resposta a certas circunstâcias peculiares, de forma a desvendar os mistérios que fazem parte do seu Ego buscando uma certa conexão entre razão e emoção, tentando exteriorizar nos seus atos almejando descubrir a interligação do seu pensar com seu agir. Nesse contexto, o homem como algo que se difere de outros animais pelo fato de possuir o raciocínio, procurou em função disso, estabelecer um nexo no seu pensar, buscando sempre questões peculiares de forma a suscitar certas suposições para do fato se tirar certas conclusões e com isso conhecer a sí mesmo, porque só assim poderá influenciar os demais.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Os principios de dignidade e equidade humana

O Direito como um sistema de normas de conduta, criadas por autoridades competentes com o poder de o aplicar na sociedade, não existe apenas para limitar a liberdade dos homens nem tão pouco reprimir as infracções como idealizam alguns, muito pelo contrário, ele existe para disciplinar a conduta humana na sociedade almejando buscar a realização da justiça para que os homens possam exercer livremente a sua liberdade e encontrar a sua indispensável segurança.
O homem é um fim em sí mesmo e por isso tem valor absoluto, não podendo ser usado como ferramenta para alcançar algo, e justamente por isso é portador de dignidade como fundamento que estabelece uma relevante orientação de toda ordem jurídica, caracterizando-se indispensável para ordem social como valor supremo de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida na ordem interna e internacional.
É com a mais alta necessidade de assegurar o seu valor em relação aos demais, independentemente da orientação sexual, raça, cor e posição social, que surge os princípios de dignidade e equidade da pessoa humana com extrema relevância visto que constituem a base do Estado Democrático de Direito que é a fonte do ordenamento jurídico como valor espiritual e moral inerente à pessoa, que se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável da mesma e que traz consigo a pretensão ao respeito por parte das demais pessoas, constituindo um mínimo invulnerável que todo estatuto jurídico deve assegurar, de modo que somente excepcionalmente possam ser feitas limitações ao exercício dos direitos fundamentais, mas sem menosprezar a necessária estima que merecem as pessoas enquanto seres humanos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O almejo digno em função dos feitos do homem

O conjunto de valores que acompanham o ser humano, constituem algo de extrema importância, baseado na expressão de algo intrínseco ao mesmo pelo fato do ser em sí ser possuidor de dignidade inerente a sua personalidade.
Esses conteúdos que lhe acompanha desde o nascimento, faz com que o mesmo tenha certa particularidade perante a sociedade e proceda em relação a mesma sem detrimentos dos seus princípios e das regras impostas pelo Estado com o qual se encontra interligado.
A medida do seus feitos, o homem vai conquistando pouco a pouco o seu espaço, fazendo com que este lhe sirva de instrumento peculiar na construção e obtenção dos seus conhecimentos empíricos para prossecução dos seus almejos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A família

É um laço de aderência que une vagos em sí sem relevancia, tornando-os algo pleno e completo movido pela busca dos mesmos almejos entrelaçados entre sí, sendo como uma semente que vai se desabrochando, suscitando ramificações e frutos, interligando com os seus ramos, fazendo com que haja uma certa complementariedade e interdependência, enriquecendo os laços da gênese da raiz.
Ela é algo que vai se dilatando e se distribuindo, enriquecendo cada vez mais na busca da prossecução dos seus interresses em função dos seus almejos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A paixão

É algo que nasce sem fonte alguma, cresce anarquicamente e morre sem pretexto algum;
Algo que se apodera do nosso corpo e controla o nosso ser;
É o que se destina a se entrelaçar com os demais sentimentos;
É um foco intermédio entre o vago e a plenitude;
É a sede que se mata com uma só gota de água`;
É o conjunto de atalhos que nos leva paradoxalmente ao alvo;
É a ponderação do querer  e não querer;
É algo fútil procurando alcançar o patamar mais nobre dos sentimentos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A acepção da vida e a plena ignorância do homem

O Senhor na sua infinita sabedoria, nos deu a capacidade de desabrochar a cada ano e de recuperar os ares a cada dia. Ele nos deu o senso para que possamos produzir atos em prol da virtude humana, seguindo certas trajetórias sem causar detrimento aos demais seres.
Não obstante, o homem, com a sua infinita imperfeição, sua plena ignorância e limitada sabedoria, se abstém de preencher os pressupostos aos quais se destina a cumprir por ser petulante na busca do alcance do além, esquecendo-se do aqui - agora.

O vago preenchido por um pleno ilusório

A vida é um pleno paradoxo e o ser, um vago em busca da plenitude.
O ser humano convive e se interliga com a sociedade influenciando e sendo influenciado pela mesma com as suas idéias e percepções de acordo com a sua experiência, e ao longo desta, obtem conhecimentos empíricos que entram sempre em contradição com os inatos.
Neste percurso da vida, o homem se vê na necessidade de entrar em consenso com os demais para que possa sair da sua plena ignorância e alcançar a verdade.
No entanto, para que esta seja alcançada como alvo almejado é necessário que o indivíduo se ache em sí mesmo visto que pior que estar perdido na sociedade na qual se encontra inserido é perder-se em sí mesmo.

A busca da acepção do Eu

O meu Eu é mutilado por um extrato de não eus sintetizados num eu postiço que me faz sentir na penúria de esquadrinhar a significação e exultação do meu Ego.
O ser humano, na luta ao alcance de sua plenitude, depara-se com diversas barreiras na sua trajetória pelo simples fato da vida ser algo repleto de paradoxos, o que faz com que a nossa existência nos incite a degustar os obstáculos para que possamos alcançar os fins almejados.
Esses mesmos obstáculos, são como ponte que nos leva a virtude, visto que a nobreza e a virtude do homem não consistem em receber honras, mas sim em merecê-las.

terça-feira, 23 de março de 2010

O que é amor?

Amar é condensar o mundo num só grito;
É o zelo que se ganha em se perder;
É o querer se vincular com prévia intenção;
É a escritura de algum juízo isento;
É envolver como faz o vento;
É o desejo insano do alcance com todo o zelo;
É morder como quem beija;
É a busca da razão do medo;
É não saber onde se está mas estar onde se quer;
É ter saudades de quem está presente;
É cantar sem letras nem voz pra tal;
É o disfrute das mais belas ilusões;
É o desejo perpéctuo em busca das significações de amar;
É o potencial que nos faz sentir submersos;
É algo intrínseco em busca do que lhe possa fazer desabrochar;
É um vínculo almejando entrelaçar o pleno e o além;
É algo complexo em busca do paradoxo;
Amar é o zelo inédito do alcance impossível