Alguém lá em cima me chamou e começou se declarando com uma voz estranha aos meus ouvidos, tentando me conscientizar do quanto me era proporcionado e do quanto as mesmas proporções eram desprezadas por mim por meras estupefarias cujo nem ao menos tinha o conhecimento de onde proviam.
Comecei sentindo algo me obrigando a flutuar, me dilatando a mente e soterrando meu corpo, vinculando-o ao nada e elevando minha mente ao todo enigmático aos meus olhos. Alguém começou filtrando minha mente e nem sabia o que me pudera acontecer naquele momento, pois era simplesmente um conjunto esotérico num só pote, cujo nele via minha face ou ao menos o que o mesmo deixava transparecer ser eu com os reflexos impostos. Sem querer, percebi que o que estava colocado aos meus olhos não era o que realmente provia de mim, pois me sentia algo imenso e os reflexos eram banais sem ter qualquer tipo de impacto nem ao menos que me possibilitasse quebrar a tela que me vendava a existência e me fazia desconhecer as profundezas colocadas debaixo dos meus pés, pelo que não os tinha e algo cujo nem sei o que é, não me deixava os sentir mesmo que fosse por utopia. Súplicas me consumiam por dentro e fora, uma vez que discrepâncias me faziam sofrer impactos, me ordenando a devorar meus alicerces cujo nem mesmo sentia, no intuito de que eu me dispersasse do mesmo e me banisse por completo sem ao menos discernir. Nessa supérflua maresia, surgiu uma coberta aos meus anseios e me enveredou por uma faixa acanhada cujo nem sei se me coube ou não, mas simplesmente me dei conta que estava começando a sentir algo além da minha mente. Meus pés começaram a se fazer sentir e percebi que os mesmos tocavam numa base antes desconhecida por mim; Perguntei quem ou o que era aquilo, e o mesmo sem vozes me respondeu ser o solo, algo que resplandecia minhas raízes e me erguia como ser que antes não tinha a consciência de o ser.





